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Ilha da Boavista

por JM, em 12.12.13

Algumas das maiores praias de Cabo Verde encontram‑se na ilha de Boavista, sendo, por essa mesma razão, um forte destino turístico. Para além de relaxar ao sol, terá ainda à sua disposição um vasto leque de actividades, tais como: passeios de barco, longas caminhadas pelas dunas e grutas, mergulho, observação de animais migratórios ou ouvir e dançar ao som da morna.

 

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                              

Integrada no grupo de ilhas do barlavento cabo‑verdiano, 50 quilómetros a Sul do Sal, Boa Vista é a ilha do arquipélago de Cabo Verde que está situada mais perto do continente africano. Embora os primeiros navegadores a tenham baptizado de São Cristóvão, o seu nome actual resulta de ser o primeiro pedaço de terra firme que os navegantes do Renascimento avistavam na sua perigosa aventura atlântica. Com uma superfície de 620 quilómetros quadrados, é a terceira maior ilha do arquipélago e, tal como Sal e Maio, é plana, à excepção de um maciço rochoso situado a oriente, que atinge o píncaro no Pico d'Estância, com 360 metros de altura. A sua paisagem costeira é de dunas altas e flutuantes, de areia branca, embelezadas ocasionalmente por oásis de tamareiras e lagoas. O interior da ilha alterna desertos de areia – semelhantes ao Sara – com planícies rochosas. A orla marítima é envolvida por um anel de recifes de corais e rochas com forte campo magnético, o que contribuiu para o desnorte de muitas embarcações.

A ilha da Boa Vista é uma das mais importantes de Cabo Verde. A população é de apenas 4000 habitantes e a economia gira em torno da agricultura e da pesca. A capital é Sal Rei, que tem mais de 3000 habitantes, e o resto das povoações – cerca de dez – são pequenas aldeias praticamente familiares.

Sol, mar e praia constituem os maiores atractivos desta ilha, para além da gentileza da sua população e da gastronomia local, tipicamente cabo‑verdiana e reforçada pela abundância de bom peixe e marisco. É o local ideal para quem procura umas férias repousantes, longe do bulício dos grandes centros turísticos. A tranquilidade e a paz reinantes são outras duas razões da escolha dos seus imensos areais, pelas tartarugas marinhas, em época de desova (Primavera e Verão).

 

Não deixe de observar as tartarugas marinhas

 

Protegida da invasão do turismo de massas, Boa Vista tem sabido preservar aquilo que a torna única e singular: as paisagens, a cultura, a fauna e as tartarugas marinhas, que acorrem aos areais na época da desova. É para garantir que elas continuarão a chegar, que existem fundações como a SOS Tartarugas, que actua no arquipélago cabo‑verdiano, ou a Turtle Foundation, esta com actividade não só nestas ilhas como noutros pontos do Mundo. Das cinco espécies de tartarugas que visitam as ilhas de Cabo Verde, todas estão em perigo. A ameaça é real – mais do que isso, é crescente, acompanhando o desenvolvimento do turismo e as consequências negativas que daí advêm. Contando com o apoio de voluntários, a intervenção destas fundações tem sido valiosa para reduzir os danos para esta espécie, actuando não só directamente nas praias, mas também na consciência dos habitantes e visitantes de Cabo Verde. Uma das formas de o concretizarem é promover a adopção destes animais, através de passeios guiados durante a noite, até aos ninhos das tartarugas, uma viagem de cerca de duas horas que ajuda, sem dúvida, a fazer a diferença.

 

 

 

A não perder

 

Ilhéu de Sal Rei: Existem vestígios do que antigamente foi o Forte Duque de Bragança. Pode ir de barco ou a nado. A profundidade do mar não ultrapassa 1,50 metros.

Igreja Matriz de São Roque:
Fica na vila de Rabil, antiga capital, e é a igreja mais antiga da ilha, tendo sido construída em 1801.

Fábrica de Cerâmica:
Situa‑se na vila de Rabil e ainda hoje utiliza tecnologia artesanal africana. Tem um posto de artesanato para jovens.

Capela de Santo António: Situa‑se na Povoação Velha, onde se iniciou a povoação da ilha.

Farol do Morro Negro e Farol da Ponta do Sol
:
Estão situados na Rotchona e oferecem um fantástico panorama atlântico.

 

Praia de Chaves: Fica a Sul de Sal Rei e aconselha‑se que faça um passeio a pé até à praia de Chaves, seguindo pelos areais de dunas através da praia do Estoril e dos oásis de tamareiras que alegram a ondulação regular dos areais. Perto da praia de Chaves encontra a Ribeira de Rabil (uma lagoa).

 

 

 

Ponta da Varandinha: Onde se situa a esplendorosa praia da Varandinha, com uma bela gruta natural voltada para o mar.

 

 

 

Ponta da Varandinha: Onde se situa a esplendorosa praia da Varandinha, com uma bela gruta natural voltada para o mar.

Deserto de Viana Rabil: Comparado ao deserto do Sara em miniatura, com pequenos oásis, palmeiras solitárias e dunas formadas com a areia que o vento traz do continente africano.

Morro de Areia: É um autêntico deserto à beira‑mar, num cenário incrível, onde se avista um areal com o azul do Atlântico como pano de fundo.

 

Povoação Velha: Tem o charme nostálgico dos locais que o tempo venceu e adormeceu. Foi aqui que começou a história da Boa Vista, nos anos de 1600. Descendo para a costa encontra uma linha de belas praias, como a de Santa Mónica (considerada das melhores de Cabo Verde) e a do Curralinho e, mais para sul, as de Lacação e Curral Velho. Os acessos a estas duas praias são difíceis e é aconselhável ir de jipe 4X4. Da de Curral Velho avista‑se o ilhéu do mesmo nome, onde habitam alcatrazes, aves marinhas em vias de extinção, e o rabil, uma ave raríssima que se reproduz apenas nos ilhéus de Cabo Verde.

 

 

Onde comer

Para além dos restaurantes dos hotéis, nem sempre é fácil arranjar um bom local para comer. No entanto, a dieta tradicional da Boa Vista assenta no peixe e nos mariscos, sobretudo a lagosta. O chicharro seco assado é o prato de boas-vindas. Não deixe de experimentar o famoso queijo de cabra.

 

Gastronomia

Lagosta na brasa, cachupa (feijão, carne de porco, milho e legumes), cachupinha, pastel com diabo (uma mistura de atum fresco, cebola e tomate enrolada numa massa feita à base de batata cozida e farinha de milho), caldo de peixe, banana enrolada, etc., e também deliciosas caipirinhas). Deve experimentar a bebida típica deste país, o grogue, uma aguardente de cana.

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publicado às 17:53


Ilha do Sal

por JM, em 12.12.13

 

Nos último anos, Cabo Verde tem vindo a afirmar-se como um destino de férias privilegiado, cobiçado por cidadãos de Portugal, Espanha, Itália, França, Reino Unido, Países Baixos, Alemanha, Dinamarca, Finlândia, entre outros. A apenas 4-5 horas de voo da Europa e com uma pequena diferença no fuso horário, este arquipélago composto por dez ilhas (nove habitadas) torna-se particularmente elegível para quem procura descanso, momentos relaxantes em família ou gozar tranquilamente a sua reforma.

O clima ameno o ano todo, as praias paradisíacas, a observação da Natureza, aves e animais marinhos, a cultura deveras fascinante, uma gastronomia rica, aliadas à morabeza e simpatia das suas gentes, faz de Cabo Verde um destino turístico único.

A Ilha do Sal surge timidamente do Atlântico e é a ilha mais árida de todo o arquipélago cabo-verdiano. As suas paisagens, desprovidas de vegetação, lembram-nos que estamos na mesma latitude do deserto do Sara. A austeridade das suas terras não sugere, em nenhum momento, que essa ilha um dia, como as outras do arquipélago de Cabo Verde, foi coberta por um espesso manto verde. A paisagem incita a olhar para o mar: as paradisíacas praias que rodeiam a ilha, os inúmeros desportos aquáticos que disponibiliza e o excelente peixe que os pescadores locais capturam diariamente manifestam a íntima relação que a ilha mantém com o oceano. Não existem grandes aglomerações de gente, apenas povoados tranquilos e poucos hotéis, que fazem da Ilha do Sal o lugar ideal para quem busca paz e tranquilidade.

Com belas praias de areia branca, a Ilha do Sal oferece condições ímpares para a prática de actividades relacionadas com o mar, praia, natação, surf, windsurf, mergulho, pesca e passeios de barco.

 

 

Para os fãs de mergulho

Se é fã do mergulho, saiba que na fauna subaquática de Cabo Verde predominam os tunídeos, os espadartes e os serranídeos. Também é possível encontrar lagostas, várias espécies de moreias e congros, tartarugas e até tubarões. Há ainda destroços de navios afundados, como o Santo Antão, que se encontra a 6-10 metros de profundidade e a apenas cinco minutos de barco do centro de mergulho.

 

Morabeza: O que é?

A morabeza é tida pelos cabo-verdianos como algo difícil de traduzir (como a palavra saudade em português) e exprime um sentimento tipicamente cabo-verdiano. Talvez seja esta a palavra crioula que mais se identifica com o espírito cabo-verdiano, uma filosofia muito própria de um povo afável que tem na forma de receber a sua principal característica e que encontra nas Ilhas do Sal e de S. Vicente o seu mais sentido significado.

Zona importante de exploração de sal

A Ilha do Sal foi descoberta em 1460 pelo português Diogo Afonso e pelo genovês Antonio di Noli. Inicialmente, foi chamada de Llana, mas por causa da exploração do sal na ilha, ficou conhecida por Sal. A primeira zona a ser explorada foi Pedra Lume, em 1804, por Manuel António Martins, devido às salinas ali encontradas, iniciando assim o povoamento da ilha. 

Manuel António Martins fundou a povoação de Santa Maria em 1835. Inicialmente, este deu o nome à povoação de Porto Martins, mas a vila perpetuou-se no tempo como vila de Santa Maria. Alguns anos depois, Manuel António Martins viria a falecer e os seus restos mortais encontram-se no mausoléu do cemitério da vila de Santa Maria. 

Em 1919, a sociedade Salins du Cap Vert adquiriu as salinas da ilha do Sal, iniciando uma intensiva exploração das mesmas, reactivando o comércio do sal. Chegaram pessoas das ilhas de São Nicolau, Boavista e Santo Antão para trabalhar nas salinas. Ali foram instalados uma maquinaria, para peneirar e pulverizar o sal, e um teleférico de 1100 metros de comprimento que transportavam cerca de 25 toneladas de sal por hora desde as salinas de Pedra de Lume ao cais de embarque. Ainda hoje os teleféricos e os equipamentos utilizados para a produção do sal permanecem em Pedra de Lume como prova viva dessa época, mostrando um cenário inigualável.

A condição plana da ilha favoreceu a criação do primeiro aeroporto do arquipélago, cuja construção se iniciou em 1939. Mais tarde, o governo colonial português adquiriu o aeroporto à companhia italiana, tendo finalizado as obras em 1949. Graças à construção das pistas de aviação pela companhia italiana, nasceu a vila de Espargos e após a independência de Cabo Verde, ficou conhecido por Aeroporto Internacional Amílcar Cabral.

Em 1935, a povoação de Santa Maria ascendeu a vila e tornou-se na sede administrativa da Ilha do Sal. Só em 1963 é que passou a ter uma Câmara Municipal. Actualmente, a actividade turística e aeroportuária são os principais pilares de desenvolvimento socio-económico da Ilha do Sal. 

A história do turismo na ilha deveu-se à chegada do casal belga Gaspard Vynckier e Marguerite Massart, em 1963. Atraídos pelo clima e por razões de saúde, decidiram construir uma casa de férias na vila de Santa Maria. Mais tarde, a casa do casal belga passou a acolher as tripulações de várias companhias aéreas que faziam escala no Sal. A casa viria a ser, alguns anos mais tarde, a primeira unidade hoteleira da Santa Maria e baptizada, posteriormente, com o nome de Hotel Morabeza, considerado por muitos o berço do turismo em Cabo Verde. 

Deste modo, Sal é conhecida por ser a capital do turismo cabo-verdiano, sendo vista como a ilha das oportunidades e um modelo de desenvolvimento para as outras ilhas.

 

onde comer

Os restaurantes e bares concentram-se em Santa Maria e em Espargos, mas a maioria dos visitantes frequenta os restaurantes situados na pracinha de Santa Maria. Aventure-se pelas ruas traseiras, ou nos espaços situados à beira-mar, onde se cozinha bom peixe grelhado. Os hotéis dispõem também de bons restaurantes com música ao vivo.

Club 1, Vila Santa Maria

Funaná di Vila, Vila Santa Maria 

O Rei dos Mariscos, Murdeira-Espargos 

Restaurante Américo's, Santa Maria

Restaurante Salinas, Preguiça-Espargos 

Ristorante Italiano Mediterrâneo, Santa Maria

Bar Restaurante Sivy, Espargos

Bom Gosto, Lda, Lomba Branca

 

Gastronomia

A lagosta na brasa, a cachupa (feijão, carne de porco, milho e legumes), a cachupinha, o pastel com diabo (uma mistura de atum fresco, cebola, tomate enrolados numa massa feita à base de batatas cozidas e farinha de milho), o caldo de peixe, as bananas enroladas, etc., e também as deliciosas caipirinhas. Deve experimentar também a bebida típica deste país, o grogue, uma aguardente de cana.

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publicado às 17:22







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