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Praticar Para Ser Inovador

por JM, em 08.09.13

 

 

SAPO Emprego

As competências de inovação têm apenas um terço de genético 

É difícil não concordar com a ideia de que a inovação é atualmente o mais importante em termos de criação de valor. Mas a verdadeira questão é como conseguir gerar melhores resultados a partir do esforço de inovação.
Uma forte liderança e as condições adequadas numa organização contam, mas no final a diferença estará na atitude e no comportamento de cada pessoa. Por isso cada um de nós tem de perguntar-se: como me torno mais inovador?
Há estudos que mostram que as competências de inovação têm apenas um terço de genético. Ou seja, mesmo quem aqui não foi abençoado tem boas hipóteses de se tornar inovador. Jeffrey H. Dyer, Hal B. Gregersen e Clayton M. Christensen falam em praticar cinco competências:


Associação, para com sucesso ligar questões aparentemente sem relação, ou problemas ou ideias de diferentes campos. Steve Jobs foi um bom exemplo.


Questionar, para desafiar o ‘status quo’. Perguntar por quê, ou por que não. Imaginar opostos ou recorrer a constrangimentos para despoletar oportunidades ‘out of the box’ são bons exercícios. Um dos nove princípios de inovação do Google tem a ver com isto.


Observar, para detetar detalhes comportamentais (pessoas a trabalhar, a viver as suas vidas). A filosofia da Toyota assenta nesta ideia.
Experimentar, criando protótipos e «pilotos de teste». Na Amazon, os empregados são encorajados neste âmbito.


- ‘Networking’, investir em encontrar e testar ideias através de uma ‘network’ de pessoas com diferentes perspetivas. A ideia original do Blackberry surgiu numa conferência.


Como os autores referidos assinalaram, pensar diferente é inspirador, mas é incompleto. É preciso agir de forma diferente para estar apto a pensar diferente. Por que não tentar?

Por Manuela Calhau
Manuela Calhau é ‘marketing, mall activation & innovation director’ (Europe & New Markets) da Sonae Sierra; mfcalhau@sonaesierra.com

Nota: artigo publicado na edição 3 da revista «DO it!» (outubro/ dezembro de 2012) www.doit.pt
Fonte:sapo.cv

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publicado às 00:53

Por António Manuel Venda 

Um estudo global da Accenture, intitulado «Defining Success», mostra que mais de dois terços das profissionais do sexo feminino de todo o mundo – e o mesmo número de correspondentes masculinos – consideram poder «ter tudo», uma carreira bem sucedida e uma vida pessoal preenchida fora do escritório. Este último aspeto é considerado tão importante que muitas pessoas escolhem um emprego com base no potencial impacto do mesmo no equilíbrio entre trabalho e vida pessoal. Cerca de 70% de mulheres e homens acreditam que podem conciliar uma carreira de sucesso com a vida pessoal – no entanto, 50% referem não conseguir «ter tudo ao mesmo tempo». Ainda assim, mais de metade (52%) afirma ter recusado um trabalho devido a preocupações quanto ao impacto no equilíbrio entre trabalho e vida pessoal.
A verdade é que este equilíbrio está no topo das prioridades para uma carreira bem sucedida (citado por 56%), acima da remuneração, do reconhecimento e da autonomia (aspetos referidos por 46%, 42% e 42%, respetivamente).


Adrian Lajtha, ‘chief leadership officer’ (CLO) da Accenture, refere a propósito do estudo: «Ao longo das suas carreiras, os profissionais irão redefinir continuamente as características do sucesso. Para muitos, objetivos de carreira e prioridades pessoais serão determinantes em alturas diferentes ao longo da vida. Enquanto os profissionais de hoje lutam para encontrar o equilíbrio perfeito, as organizações líderes encontrarão formas inovadoras de ajudá-los a desenvolver, crescer e prosperar.»


No estudo constatou-se ainda que a tecnologia desempenha um papel fundamental na obtenção do equilíbrio entre trabalho e vida pessoal, apesar de os participantes expressarem sentimentos contraditórios em relação ao impacto nas suas vidas pessoais. Mais de três quartos (77%) concordam que a tecnologia lhes permite ser mais flexíveis com os seus horários, e 80% afirmam que ter um horário de trabalho flexível é extremamente importante para o equilíbrio entre trabalho e vida pessoal. Contudo, 70% dizem que a tecnologia se traduz em mais tempo de trabalho no seu horário pessoal.
Por sua vez, Nillie Borrero, ‘managing director’ da Accenture, responsável global pela área de inclusão e diversidade, assinala: «Encontrar a abordagem certa para a integração da carreira com as exigências da vida pessoal continua a ser crítico para os colaboradores, o que o torna também importante para os empregadores. As organizações que conseguem ajudar as suas pessoas a conciliar a vida profissional e a vida pessoal tendem a conseguir um forte compromisso por parte dos colaboradores, e usufruem de uma vantagem no recrutamento e na retenção de profissionais de alto desempenho.»
Este estudo assenta num questionário ‘on-line’ desenvolvido em novembro passado. Responderam 4.100 executivos de empresas de média a grande dimensão, em 33 países, com um mínimo de 100 participantes de cada país. Estes executivos foram divididos por género e equilibrados por idade e por nível nas suas empresas. A margem de erro da amostra total foi de aproximadamente 2%.

Outros temas
O estudo abrange ainda outros temas que ajudam a definir o sucesso Profissional, incluindo os seguintes:
- Grau de satisfação – 53% das mulheres e 50% dos homens dizem estar satisfeitos com o seu atual emprego e não estar à procura de novas oportunidades, dados que podem ser comparados com 43% de mulheres e 41% de homens que expressaram esta satisfação no estudo feito pela Accenture um ano antes.
- Compensação e benefícios – as palavras mais citadas para descrever um bom local de trabalho foram compensação e benefícios (59%); honestidade, flexibilidade e interesse da função são as que se seguem (com 54%, 50% e 49%, respetivamente).
- Estabilidade – cerca de dois terços das mulheres (66%) e cerca de três quartos dos homens (74%) estão com os atuais empregadores há mais de quatro anos.
- Aumentos salariais – a maioria dos participantes no estudo (58% das mulheres e 64% dos homens) admite ter pedido ou negociado um aumento salarial; estes números demonstram uma tendência ascendente constante (49% das mulheres e 57% dos homens do estudo de 2012 pediu ou negociou um aumento salarial, enquanto 44% das mulheres e 48% dos homens fizeram o mesmo em 2011).
- Férias e trabalho – três quartos (75%) dos profissionais trabalham frequente ou ocasionalmente durante as férias remuneradas, vendo o ‘e-mail’ regularmente, acompanhando projetos, trabalhando sem distrações e participando em ‘conference calls’ (citado por 71%, 44%, 35% e 30%, respetivamente); aliás, 40% consideram-se ‘workaholics’.
- Saídas voluntárias – entre as razões para a saída de um emprego estão responsabilidades que não correspondem à descrição da função (38%), o salário (38%) e o facto de o trabalho ser desinteressante (34%).
- Procura de emprego – para encontrar um novo trabalho, os participantes no estudo referiram procurar oportunidades em ‘sites’ específicos de emprego, na
sua rede de contactos e através da atualização dos seus perfis e da informação
‘on-line’ (citado por 30%, 24% e 21%, respetivamente).
mas também verdadeiramente mais feliz.

António Manuel Venda é diretor da revista «human»; amvenda@sapo.pt

Nota: artigo publicado na edição 52 da revista «human» (abril de 2013)


Fonte:sapo.cv

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publicado às 00:50







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