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Janilson Semedo

20 de Maio de 2013

 

RESUMO

O presente trabalho foi -me sugerido pela professora de Tradução, no qual representa uma pequena pesquisa sobre a tradução audiovisual, nomeadamente as diferentes teorias, a nomenclatura, os meios e os tipos. O trabalho tem como propósito criar e alimentar em todos os estudantes, a ambição de compreender aspectos relevantes sobre a tradução. Uma vez que estamos a formar em tradução, é fundamental que tenhamos o conhecimento as diferentes teorias e contribuições deixados por autores distintos através da evolução do tempo.

 

Palavras-chave: tradução, Frederic Chaume, audiovisual, nomenclatura

 

 

Introdução

“Os anos oitenta foram uma década de consolidação para a novíssima disciplina conhecida como Estudos de Tradução. Tendo feito a sua aparição nos finais dos anos setenta, começou a ser levada a sério e deixou de ser olhada como uma área de pesquisa de importância secundária e sem valor científico. Ao longo dos anos oitenta assistiu-se a um crescimento constante do interesse pela teoria e prática da tradução e, nos anos noventa, os Estudos de Tradução tornaram-se finalmente numa disciplina de direito próprio, na década que testemunhou a sua globalização. Considerada no passado um actividade marginal, a tradução começou a ser olhada como acto fundamental do intercâmbio humano …” (Bassnett, 2003: Prefácio à terceira edição).

 

Tradução

Os tradutores são tradicionalmente vistos como mediadores de dois métodos: linguísticos e culturais (CINTAS, 2009). “Podemos afirmar que a linguagem é uma expressão da cultura, e essa é expressa pela linguagem, que por sua vez pode ser vista como “um organismo vivo em constante mudança” (GEORGAKOPOULOU, 2009). As culturas procuram a todo tempo, um intercâmbio ente si e é nessa visão que a tradução se apresenta como desfecho e muitas vezes imprescindível para as mesmas.

Cintas e Anderman (2003) cognominam o aumento de produções audiovisuais no mundo de “revolução”, que nos últimos vinte anos a tradução audiovisual vem vivenciando e a descrevem como uma “ disciplina académica próspera em ascensão”, isto é, em constante crescimento para ensino e pesquisa.

A Dobragem, a Audiodescrição, a Narração, o Voice-over, e a Legendagem são os tipos de tradução audiovisual.

 

Existem algumas características, que se apropriam num texto audiovisual na perspectiva de Sokoli (2009), são eles:

-recepção através de dois canais acústico e visual;

-presença significativa de elementos não- verbais;

-visualização em uma tela;

-sincronia entre elementos verbais e não-verbais;

-sucessão predeterminada de imagens em movimento;

 

Quando se fala em tradução audiovisual, refere-se a todo texto falado, que pode ser traduzido para um discurso oral ou escrito. A televisão, o cinema, a ópera, DVDs, vídeos ou peças teatrais.

E para autores como Roberto Mayoral (2001: 34, in: Chaume & Agost (eds.)) tradução audiovisual ainda é referida na multimédia (através do computador, nomeadamente as páginas da Internet, jogos, programas informáticos, vídeo-games).

 

Chaume afirma que “A tradução, a única possibilidade de mediação linguística e cultural capaz de superar essa barreira [a língua], tem em suas mãos a possibilidade de transmitir de maneira neutra o texto audiovisual original – uma operação que em si mesma não é nem neutra nem isenta de posicionamento político e ideológico – de adaptá-lo à sua realidade, ou até mesmo de subvertê-lo.3 (CHAUME, 2004).”

 

A globalização vivenciada contemporaneamente fez com que os limites entre as diferentes culturas se tornassem cada vez mais fluidas, a tradução aparece aqui como um componente essencial que faculta a interacção, a absorção das diferenças e a compreensão das semelhanças entre os povos.

Os filmes, os spots publicitários, reality shows, série televisivas e as telenovelas, surgem para possibilitar um diálogo, a qual podemos designar de Dialogo Transcultural, ligando assim, países e muitas das vezes convertendo hábitos de consumos dos indivíduos relativamente parecidos.

 

 

Tradução Audiovisual vs Tradutor (audiovisual)

Nas palavras de Chaume (2004)

“[L]a traducción audiovisual es una variedad de traducción que refleja con

suma nitidez la necesidad de utilizar enfoques pluridisciplinares para cercar-se con

rigor a su objeto de estudio.”

 

 

A complexidade da tradução audiovisual deve se a intersecção de vários campos de estudo, que requer ao tradutor o domínio de, pelo menos, quatro grandes competências: a linguística, a comunicativa (pragmática), a semiótica e a técnica. O que faz com que este conjunto de competências sejam apelidados de competência de tradução audiovisual. Diferenciando da competência de tradução justamente por englobar propriedades cognitivas dependentes dos meios (audiovisuais) para que se traduz. É indispensável levar em consideração que, a competência de tradução não pode ser reduzido a um processo fácil afirma Neubert e Shreve (1992).

 

“[T]ranslation competence, knowing how to translate, is a constructed

competence. It is built through directed experience and conscious reflection. It is a

conjunction of knowledge about multiple languages with knowledge about multiple

textual systems”.

 

Reiterando a utilidade da competência de tradução audiovisual, debruço – me agora em um dos meios (cinema, o vídeo, os produtos de multimédia, a televisão) de tradução audiovisual, mais precisamente a televisão. Vale mencionar que devido á pluralidade de programas divulgado na televisão; dos assuntos abordados e particularmente da diversidade do público, a tarefa do tradutor é muita das vezes estorvado. Para Frederic Chaume e Rosa Agost (Coherence in Subtitling. The Negotiation of Face, 2001: 38), “El cine tiene un tipo de espectador con una capacidad de apreciar el sincronismo visual, con una capacidad de lectura y con una familiaridad con la cultura y la lengua extranjeras que normalmente son superiores a las del espectador de televisíon:(…)”

O tradutor audiovisual deve levar em conta que o perfil do destinatário varia conforme a classe social. Ponderando as diferentes características de telespectadores, deve respeitar as regras técnicas, como por exemplo, o sincronismo entre a legenda e as falas, o tempo da permanência da legenda no ecrã e assim respeitando o tempo de leitura do espectador, e a simplicidade da legenda. Cabe ao tradutor ainda encontrar os equivalentes mais próximos para determinar cada expressão. Reverenciando o texto original, o tradutor torna a tradução exequível para o

maior número de espectador possível. O que podemos chamar de “acessibilidade” afirma Gambier: “Accessibility is not just an issue for the disabled: it does not only mean a barrier-free situation; it also means that services are available and that information is provided and easy to understand.” (Multimodality and Audiovisual Translation, 2006: 4)

Prosseguindo, o tradutor audiovisual deve avaliar o espaço e o contexto social da época a qual um filme ou um programa televisivo é transmitido, e por último, é a questão de não passar juízos de valor, acatando a ideologia do receptor a todos os seus valores e diversidades culturais. Para que isso não aconteça o tradutor deve ser o mais objectivo possível, deve no momento da tradução levar em consideração a mensagem original, mas deve o tradutor utilizar a autocensura, de forma a não chocar os valores do público. É de ver que características de cultura de chegada, as normas, os valores, as questões ideológicas ou a censura podem afectar as estratégias do tradutor audiovisual.

De facto não existi uma só ciência que dê resposta perfeita às necessidades Meta-tradutológicas procedentes da TAV. A tradução audiovisual implica um compósito de saberes (multi e interdisciplinar) já referidas e que cabe aqui, uma vez mais, reiterar: a linguística, a comunicativa (pragmática), a semiótica e a técnica.

 

“NOMENCLATURA”

O termo “ Tradução audiovisual”

 

Na visão de Yves Gambier (2003) a terminólogia “tradução audiovisual” sofreu varias alterações terminológicas ao longo dos estudos da Tradução Audiovisual (TAV). Afirma o autor que os primeiros estudos usavam o termo “film translation” para referir a TAV, isso muito antes da popularidade da TV e do vídeo. E havia casos que tradução audiovisual era referida como “multimédia translation”.

 

Yves Gambier foi um dos primeiros a debruçar sobre a teria da tradução audiovisual. Levando em conta algumas publicações do autor, especificamente: Translating for the Media (1998); (Multi)media Translation: Concepts, Practices and Research (edição c com Gottlieb, em 2000); Screen Translation (The Translator (9:2), 2003); Les Transferts Linguistiques dans les Médias

Audiovisuels (1996); Permite afirmar que o autor incide sobre a falta de rigor ou a indecisão terminológica que interpõe nos estudos da tradução audiovisual.

Dias Cintas (2003) – reflecte sobre o titulo da obra de Yves Gambier - (Multi)media Translation: Concepts, Practices and Research – mas precisamente sobre o uso de parêntesis no termo (Multi)media, para realçar a indecisão terminológica ou instabilidade conceptual a qual o termo “tradução audiovisual’ tem sido sujeito.

 

Na obra (The Translator (9:2): Screen Translation (2003)), mas precisamente numa cláusula “Screen Transadaptation: Perception and Reception” (pp.171-189), Yves Gambier apresenta o termo “transadaptacao”, aumentando assim dúvidas no uso dos termos (Incerteza terminológicas) resultantes do estudo da tradução audiovisual. É do entender do autor que, a “screen transadaptation” é um termo possibilitará transpor o antagonismo clássico (tradução literal/livre, tradução/adaptação, etc.), uma vez que o termo “screen transadaptation” será um termo abrangente, e parece como sinonimo de “screen translation or ‘versioning’”.

 

Todavia, Josélia Neves (2005), em Vozes K se Vêem: Sistema de Legendagem contesta uso do termo “transadaptation” para referir à tradução audiovisual em geral. Por outro lado, a autora sugere a “tradaptação” que aplica a uma modalidade da tradução audiovisual muito particular: o teletexto, para um público específico, nomeadamente os surdos.

 

 Voltando a Frederic Chaume em Cine y Traducción, (2004). O autor mostra as incertezas e as diferentes transformações que termo “tradução audiovisual” vem sofrendo ao longo do tempo

 

“ lama la atención la diversidad de términos que se han utilizado para

designar el nombre de esta variedad: además de traducción audiovisual, que es ya la

acepción com mayor difusión en España, existen o han existido los términos film

dubbing (Fodor, 1976), constrained translation (Titford, 1982), film translation

(Snell-Hornby, 1988), y traducción fílmica (Díaz Cintas, 1997), screen translation

(Mason, 1989), film and TV translation (Delabastita, 1989), media translation

(Eguíluz et al., 1994), comunicación cinematográfica (Lecuona, 1994)”

 

 

Conclusão

É tradução audiovisual é- Frederic Chaume (2004) “las transferencias de textos verbo-icónicos de qualquier tipo transmitidos a través de loscanales acústico y visual en cualquiera de los medios físicos o soportes existentes en la actualidad (pantalla, televisor, ordenador, etc.)”

Vejo que as teorias são sempre complexas e instáveis, comutando de tempo em tempo, de espaço para espaço, e de autor para autor, sempre brotando novos argumentos que contestam a existência duma outra antes referida. Pactuo com Dias Cintas quando designa as transformações terminológicas não como um estorvo comunicativo, mais sim, como uma oportunidade de existir mais autores com a determinação de debruçar sobre a pesquisa, de aparecer novas estudos, de assimilar novos conhecimentos, e que colabora cada vez mais para o enriquecimento dos estudos da tradução. Mas, qual é o termo que devo utilizar quando quero referir a tradução audiovisual? Qual o termo que utilizarias para tradução audiovisual? Quanto a isso tem uma só possível resposta. Cabe a mim como estudante de Tradução, através de novas teorias encontrar essa resposta.

 

 

 

 

 Obras Citadas

AGUIAR, Marcelo Araújo de Sales. Tradução e Cultura – Legendando Documentários: Danças Brasileiras. Universidade de Brasília – Instituto de Letras. Brasília, Junho, 2011.

 

COSTA, Filipa. Tese – Género audiovisuais: A Televisão. Projecto com a finalidade de legendar o primeiro episódio da série North & South.

 

Media for All 5. Plenary Lecture Translation for Dubbing: Expanding Borders. Frederic Chaume (Universitat Jaume I). Retirado em 5 de Maio de 2013.

 

RAMOS, Jamille Alves. A recepção da dublagem e da legendagem no Brasil. Revista Vozes dos Vales, 2012. VEIGA, Maria José Alves. O Humor na Tradução para Legendagem: Inglês/Português. Universidade

 

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publicado às 23:36


  Definição
  Encontro combinado ou conferência aprazada
Declarações que um jornalista obtém de alguém e depois faz publicar em forma de conversa.


Condições de uso
 Obter do entrevistado, no mais curto espaço de tempo e o mais claramente possível, informações sobre um tema de interesse.


Características gerais
 Comunicação oral com intercâmbio: presença de dois ou mais interlocutores – entrevistador/ entrevistado (celebridade, especialista, pessoa comum)
Incidência sobre assunto actual, com interesse, bem conhecido do entrevistado
Estrutura
 1.      Introdução
2.      Perguntas do entrevistado/respostas do entrevistado
N.B. A entrevista escrita geralmente é precedida de um título e, por vezes, de um subtítulo
 Linguagem
 Rigorosa, mas clara, directa e de fácil compreensão
Alternância do discurso directo e do discurso indirecto
Predomínio da função informativa da linguagem
Papel dos participantes
 O entrevistador coloca as perguntas
O entrevistado fornece as respostas ou estabelece-se um verdadeiro diálogo com o interlocutor (trocam opiniões, ideias e argumentos)
Em ambos os casos, o entrevistado deve compreender a pergunta formulada e responder de maneira directa, clara, concisa e franca
Os ouvintes,  a quem se dirige a entrevista, desempenham um papel activo, mas silencioso

 


Tipos
 Informação: dar a conhecer factos concretos e o desenvolvimento dos mesmos
Opinião: incide sobre a análise de um determinado facto, sob pontos de vista diferentes, através de comentários e interpretações sobre o conteúdo e os antecedentes relacionados com determinado tema do interesse dos ouvintes
Pessoal: o importante não é o facto em si, mas conhecer a opinião do entrevistado acerca de um determinado tema
Forma  Entrevista livre – conversa solta, no decorrer da qual o entrevistador recolhe elementos biográficos e sobretudo psicológicos sobre o entrevistado.
Entrevista dirigida: rigorosamente estruturada e conduzida pelo entrevistador, de acordo com um plano bastante preciso.
Entrevista não dirigida: caracteriza-se pela atenção silenciosa do entrevistador. Após a apresentação dos objectivos, deixa o participante exprimir, sem intervir e confiando a ele  o cuidado de descobrir sozinho os diferentes aspectos do problema e suas eventuais soluções.
Entrevista semi dirigida: parte-se de um plano, com perguntas livres, mas a partir das respostas do entrevistado outras perguntas são feitas, para aprofundamento, tendo em vista os objectivos.
Entrevista provocação: quando se coloca o entrevistado sob o fogo de perguntas incómodas.
Entrevista sobre uma pesquisa (necessário questionário)
Preparação da entrevista

 


 1. Elaboração do Guião da Entrevista: texto que serve de base à realização da entrevista
 Definir rigorosamente o tema, objectivo, o tipo e a forma da entrevista
Seleccionar o entrevistado
Informar-se muito bem sobre o tema da entrevista
Ter informações sobre o entrevistado
Representar claramente os ouvintes (a sua base sociocultural, o que pretendem saber, a linguagem por eles utilizada, …)
Dar a conhecer ao entrevistado o tema e uma ideia geral dos assuntos a serem abordados
Redigir as perguntas, de acordo com o tema, colocando-se do ponto de vista do público (o que ele gostaria de saber, as suas expectativas)
Redigir as perguntas de modo a evitar confusões, ambiguidades, respostas forçadas
Adaptar as perguntas à personalidade e ao nível sociocultural do entrevistado
Adaptar as perguntas às exigências da situação (momento da entrevista)
Estabelecer o número de perguntas
Ordenar as perguntas cronologicamente ou logicamente (de acordo com os objectivos, para obter o máximo de informações: mais geral/menos geral; mais importante/menos importante; mais delicado/menos delicado, …)
2. Preparar-se para adequar e adaptar as perguntas às novas situações, sem perder de vista os objectivos a atingir
3. Tipologia das perguntas


1)      Forma
Aberta (livre): o entrevistado responde livremente.
Ex. ” O que pensa da política educativa?”
 
Fechada: o entrevistado responde sim ou não.
Ex: “Está de acordo com a política educativa?”
 
De resposta múltipla: o entrevistado responde, escolhendo de entre várias possibilidades.
 Leque: Ex. “Quais dos seguintes aspectos requerem maior atenção na comunidade?  Indique três problemas que considera mais importantes. “

Serviço eléctrico
Habitação
Educação de adultos
Escolas
Transportes
Bibliotecas
Saúde
Correios
Telefones
Mercados
De avaliação: com graus de avaliação para um mesmo item
Ex. ” O que pensa da política educativa?”
 Aprovação total
Aprovação com reparos
Posição mal definida (nem sim nem não)
Desaprovação em certos aspectos
Desaprovação total
 
Ex.: “Interessa-lhe saber o estado das contas da cooperativa?”
Muito – Algo – Pouco – Nada – Não sei


2)      Natureza


De facto: sobre factos concretos (idade, sexo, domicílio, estado civil, nacionalidade, etc.)
De acção: sobre atitudes, decisões, acções realizadas. Ex.: “O Sr. praticou desporto alguma vez?”
 De intenção: o que se faria em certas circunstâncias
Ex.: “Em que partido votaria, se houvesse eleições antecipadas?
 De opinião: o que pensa ou opina sobre. “O que pensa da realização de eleições antecipadas?”


 3)      Modo de formulação
 Clareza/ objectividade/ precisão/ concisão/ adaptação ao entrevistado e à situação
Nem muito pessoais (o entrevistado não responderá, ou mentirá),  nem muito gerais (a sua resposta será banal)

 


Realização da entrevista
 Apresentar claramente o assunto aos participantes
Adoptar uma atitude positiva, aberta (nem condescendente, nem servil)
Formular perguntas adequadas ao tema e de acordo com os objectivos previamente definidos
Usar linguagem natural, de diálogo, adequada ao interlocutor (idade, estatuto sociocultural, personalidade, etc.)
Conduzir a entrevista de modo a levar o entrevistado a revelar aquilo que se pretende
Ser flexível, adaptando as perguntas às novas situações: modificar as perguntas, mudar a sua ordem ou fazer perguntas não previstas no questionário, dado que ainda que com o questionário elaborado, a entrevista pode tomar rumo imprevisível
Dar ao entrevistado tempo de responder.
Ouvir com interesse
Não interromper
Não discutir as respostas
Não revelar o seu pensamento ou influenciar o entrevistado.
Controlar a entrevista para não repetir as perguntas e para não deixar que o entrevistado passe a conduzir a entrevista. Se ele sair do tema ou fugir da questão, voltar atrás e insistir de novo
Não abandonar uma ideia, passando para outra sem que a primeira esteja clara
Reformular as respostas
Pedir esclarecimentos quando, por exemplo, o entrevistado usar uma linguagem pouco clara ou demasiado técnica
Atentar para a mentira, para os julgamentos sobre as aparências, para o poder de sugestão do observador sobre o assunto
Levar em conta as condições materiais, físicas e psicológicas da entrevista
Recusar o sensacionalismo
Não se incomodar com os agravos do entrevistado
Registar as respostas com fidelidade
Terminar a entrevista num ponto culminante, com um forte argumento ou com uma conclusão convincente
Agradecer ao interlocutor
Fazer um balanço no fim

 

Bibliografia
AMOR, Maria Emília. Didáctica do português. Fundamentos e Metodologia. Lisboa. Texto Editora. 1993.
CRATO, Nuno. (1982). A Comunicação Social. A Imprensa. Lisboa. Editorial Presença. Págs. 141-142
REI, J. E. Curso de Redacção II. – O texto. Porto Editora. 1995. pp.72 – 74; 135 – 139.
SKERATH, Barbara. “A Entrevista”. Deutsche Welle. Ausbildungszentrum. Curso de Notícias e Programas de Actualidade. Tradução de Afonso, Sant’Ana. Julho/Agosto 1991
VANOYE, Francis.. Usos da Linguagem: Problemas e Técnicas na Produção Oral e Escrita. S. Paulo. Martins Fontes. Págs. 163-165
 

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