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“Além dos processos globais de ocidentalização e da orientalização, entendo que devemos, enquanto continente, fazer com que também seja possível falar de uma certa africanização do mundo, no sentido da participação por igual da África no contexto mundial”.

 

 

O desafio foi lançado ontem, quarta-feira, 05, pelo Presidente da República de Cabo verde, Jorge Carlos Fonseca, durante uma sessão especial de quase três horas enquadrada na Cimeira sobre Inovação em África, intitulada “Liderando a Inovação: Conversas com Presidentes”.

Defendeu o chefe do Estado cabo-verdiano que é necessário questionar determinadas teorias formuladas a partir de “determinados lugares”, sem que isso signifique rejeitar “a priori” as conquistas da humanidade.

 

“Cabe aos líderes africanos incitar a ruptura, apontar caminhos que de facto possam num mundo assimetricamente global acender a esperança através da certeza da construção de novos caminhos, mas no quadro do respeito dos direitos fundamentais e do reforço da cidadania”, referiu.

Ainda na sua explanação para um auditório cheio de jovens e empresários, Fonseca pontuou que a aceitação da importância de certa base de valores e atitudes enquanto condição para um ambiente favorável à inovação e à incorporação de tais valores e atitudes no comportamento dos líderes formadores de opinião, torna-se “importante” motor impulsionador das experimentações do pensar diferente, da inovação e do empreendedorismo”.

 

Como forma de promover a inovação interna, defendeu Jorge Carlos Fonseca, deve-se ter em linha de conta a promoção e reconhecimento de iniciativas que tenham substractos esses mesmos valores indutores da inovação, designadamente o reconhecimento do trabalho, da necessidade de avaliação, da criatividade e da premiação do mérito.

“Ao privado cabe assumir riscos, mudarem comportamentos avessos aos investimentos, pois produtividade supõe investimentos em tecnologias e em capital humano”, lembrou Jorge Carlos Fonseca “recordando que as universidades têm um papel importante para responder aos desafios sem precedentes associados a um sistema nacional e global de inovação”.

 

Fonte: BINOKULU

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publicado às 09:52

Um total de 200 participantes do sector público, privado e universitários, parte dos quais são esperados de 30 países, vão estar presentes na “I Cimeira sobre a Inovação em África”, que acontece entre os dias 4 e 5 de Fevereiro, na cidade da Praia.

 

 

 

Organizado pela empresa cabo-verdiana privada Ihaba Buildings Enterprises, em parceria com o Governo, Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) e a Nova Parceria para o Desenvolvimento de África (NEPAD), o certame é promovido com o intuito de colocar a problemática da Inovação no centro da agenda de desenvolvimento de África e como principal instrumento da competitividade das economias africanas.

Para Pedro Pires, patrocinador do evento, a cimeira é um acontecimento catalisador e faz parte de um esforço muito mais amplo para construir uma plataforma promotora de Inovação em África.

 

“Esta Cimeira constituirá a base para um diálogo contínuo, entre os vários participantes, sobre a inovação. Todas as partes interessadas, incluindo políticos, empresários, inovadores, investigadores, académicos e investidores estarão envolvidas num esforço conjunto para realizar a avaliação estratégica, procurar soluções sólidas e envolver actores-chave na construção de um ambiente mais propício para a inovação no continente”, apontou o ex-chefe de Estado de Cabo Verde e Prémio Mo Ibrahim.

Por seu turno, o presidente do Banco de Desenvolvimento Africano (BAD), Donald Kaberuka, destaca que a instituição que dirige apoia a inovação a todos os níveis e que estão preparados para trabalhar com a equipa do Ihaba.

 

Entende que a inovação só pode ter sucesso com base em “liberdade para actuar, liberdade de expressão, e liberdade sobre a opressão”.

Keberuka defende ainda que “muitas vezes confundimos a procura da riqueza com desenvolvimento, mas a base do desenvolvimento está em assumir riscos e assumir riscos traduz-se em inovação, com condições de concorrência equitativas.”

 

Já o ministro do Ensino Superior, Ciência e Inovação (MESCI), António Correia e Silva, destacou o engajamento do Governo no projecto, reforçando que p executivo “atribui importância e prioridade elevadas à estratégia de desenvolvimento da estratégia para inovação”.

“Os governos devem ser exemplares no que diz respeito à inovação, não somente nos seus discursos, mas em ações concretas através da inovação institucional, promover o governo electrónico, que se traduz na redução de custos e processo de serviços públicos.”

 

Fonte:Binokulu

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publicado às 12:35






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