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Por António Manuel Venda 

Um estudo global da Accenture, intitulado «Defining Success», mostra que mais de dois terços das profissionais do sexo feminino de todo o mundo – e o mesmo número de correspondentes masculinos – consideram poder «ter tudo», uma carreira bem sucedida e uma vida pessoal preenchida fora do escritório. Este último aspeto é considerado tão importante que muitas pessoas escolhem um emprego com base no potencial impacto do mesmo no equilíbrio entre trabalho e vida pessoal. Cerca de 70% de mulheres e homens acreditam que podem conciliar uma carreira de sucesso com a vida pessoal – no entanto, 50% referem não conseguir «ter tudo ao mesmo tempo». Ainda assim, mais de metade (52%) afirma ter recusado um trabalho devido a preocupações quanto ao impacto no equilíbrio entre trabalho e vida pessoal.
A verdade é que este equilíbrio está no topo das prioridades para uma carreira bem sucedida (citado por 56%), acima da remuneração, do reconhecimento e da autonomia (aspetos referidos por 46%, 42% e 42%, respetivamente).


Adrian Lajtha, ‘chief leadership officer’ (CLO) da Accenture, refere a propósito do estudo: «Ao longo das suas carreiras, os profissionais irão redefinir continuamente as características do sucesso. Para muitos, objetivos de carreira e prioridades pessoais serão determinantes em alturas diferentes ao longo da vida. Enquanto os profissionais de hoje lutam para encontrar o equilíbrio perfeito, as organizações líderes encontrarão formas inovadoras de ajudá-los a desenvolver, crescer e prosperar.»


No estudo constatou-se ainda que a tecnologia desempenha um papel fundamental na obtenção do equilíbrio entre trabalho e vida pessoal, apesar de os participantes expressarem sentimentos contraditórios em relação ao impacto nas suas vidas pessoais. Mais de três quartos (77%) concordam que a tecnologia lhes permite ser mais flexíveis com os seus horários, e 80% afirmam que ter um horário de trabalho flexível é extremamente importante para o equilíbrio entre trabalho e vida pessoal. Contudo, 70% dizem que a tecnologia se traduz em mais tempo de trabalho no seu horário pessoal.
Por sua vez, Nillie Borrero, ‘managing director’ da Accenture, responsável global pela área de inclusão e diversidade, assinala: «Encontrar a abordagem certa para a integração da carreira com as exigências da vida pessoal continua a ser crítico para os colaboradores, o que o torna também importante para os empregadores. As organizações que conseguem ajudar as suas pessoas a conciliar a vida profissional e a vida pessoal tendem a conseguir um forte compromisso por parte dos colaboradores, e usufruem de uma vantagem no recrutamento e na retenção de profissionais de alto desempenho.»
Este estudo assenta num questionário ‘on-line’ desenvolvido em novembro passado. Responderam 4.100 executivos de empresas de média a grande dimensão, em 33 países, com um mínimo de 100 participantes de cada país. Estes executivos foram divididos por género e equilibrados por idade e por nível nas suas empresas. A margem de erro da amostra total foi de aproximadamente 2%.

Outros temas
O estudo abrange ainda outros temas que ajudam a definir o sucesso Profissional, incluindo os seguintes:
- Grau de satisfação – 53% das mulheres e 50% dos homens dizem estar satisfeitos com o seu atual emprego e não estar à procura de novas oportunidades, dados que podem ser comparados com 43% de mulheres e 41% de homens que expressaram esta satisfação no estudo feito pela Accenture um ano antes.
- Compensação e benefícios – as palavras mais citadas para descrever um bom local de trabalho foram compensação e benefícios (59%); honestidade, flexibilidade e interesse da função são as que se seguem (com 54%, 50% e 49%, respetivamente).
- Estabilidade – cerca de dois terços das mulheres (66%) e cerca de três quartos dos homens (74%) estão com os atuais empregadores há mais de quatro anos.
- Aumentos salariais – a maioria dos participantes no estudo (58% das mulheres e 64% dos homens) admite ter pedido ou negociado um aumento salarial; estes números demonstram uma tendência ascendente constante (49% das mulheres e 57% dos homens do estudo de 2012 pediu ou negociou um aumento salarial, enquanto 44% das mulheres e 48% dos homens fizeram o mesmo em 2011).
- Férias e trabalho – três quartos (75%) dos profissionais trabalham frequente ou ocasionalmente durante as férias remuneradas, vendo o ‘e-mail’ regularmente, acompanhando projetos, trabalhando sem distrações e participando em ‘conference calls’ (citado por 71%, 44%, 35% e 30%, respetivamente); aliás, 40% consideram-se ‘workaholics’.
- Saídas voluntárias – entre as razões para a saída de um emprego estão responsabilidades que não correspondem à descrição da função (38%), o salário (38%) e o facto de o trabalho ser desinteressante (34%).
- Procura de emprego – para encontrar um novo trabalho, os participantes no estudo referiram procurar oportunidades em ‘sites’ específicos de emprego, na
sua rede de contactos e através da atualização dos seus perfis e da informação
‘on-line’ (citado por 30%, 24% e 21%, respetivamente).
mas também verdadeiramente mais feliz.

António Manuel Venda é diretor da revista «human»; amvenda@sapo.pt

Nota: artigo publicado na edição 52 da revista «human» (abril de 2013)


Fonte:sapo.cv

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publicado às 00:50










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