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Cabo Verde, estreante na competição, apurou-se hoje para os quartos de final da Taça das Nações Africanas (CAN) de futebol, após derrotar Angola por 2-1, em Port Elizabeth, 1, na terceira jornada do grupo A.

O maritimista Héldon, aos 90+1 minutos, tornou épica a estreia dos “tubarões azuis” na CAN, conquistando a qualificação com poderoso pé esquerdo, finalizando um contra-ataque, numa altura em que o jogo estava “partido”, pois quem marcasse seria apurado.

Angola marcou primeiro, com autogolo de Nando (33 minutos), e foi defendendo o resultado até perto do fim, mas Fernando Varela (81) devolveu as esperanças ao conjunto de Lúcio Antunes, para, sobre o fim, Héldon colocar verdade no resultado.

Com ambas as equipas a lutar pela qualificação, o desafio foi muito aguerrido, embora nem sempre bem disputado: o equilíbrio reinou no primeiro tempo, no qual Angola foi mais feliz: Amaro (33 minutos) cruzou na esquerda e Nando, na pequena área, acabou por desviar para a própria baliza.

 

Cabo Verde reagiu, só que os seus avançados revelavam-se desinspirados – e algo ingénuos – na finalização, situação que se foi repetindo na etapa complementar, na qual os insulares foram, claramente, a melhor equipa.

Logo ao segundo minuto, poderia ter surgido o empate, não fosse Manucho Dinis substituir, por duas vezes no mesmo lance, o guarda-redes Lama na baliza, na segunda dos quais em cabeceamento de Júlio Tavares quase à queima-roupa.

Os insulares carregavam e Héldon (65 minutos), de livre, obrigou Lama a defesa incompleta, seguindo-se uma recarga de Marco Soares (68) que saiu por cima e uma jogada em que Djaniny (72) não dominou a bola na cara de Lama.

Angola segurava a momentânea qualificação com sofrimento, pois aos 78 minutos, Júlio Tavares, sozinho na “cara” do golo, cometeu a proeza de cabecear por cima.

 

O merecido empate surgiu pela cabeça de Fernando Varela (81 minutos), em recarga após novo corte de Manucho Dinis sobre a linha de golo, aumentando a emoção para os minutos finais.

Com o 2-2 entre África do Sul e Marrocos, apenas o triunfo servia às equipas lusófonas: as estruturas partiram-se e foi em contra-ataque que Cabo Verde provou a sorte que fez por merecer, consumada por Héldon no início do tempo extra.

 

Fonte:Binokulo

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publicado às 00:55










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